A profissão de parteira – entenda por que ela voltou a existir

Ao ouvir o termo “parteira”, talvez você pense que esteja vivendo em uma época que ficou para trás. E isso é bem verdade se a gente considerar que antigamente elas eram fundamentais para o momento do nascimento dos bebês.

Porém, com a modernização da medicina e das técnicas que auxiliam no nascimento dos bebês, o que aconteceu foi que elas deixaram de existir. Mas, não por muito tempo. Hoje, em pleno século 21, podemos afirmar que é uma profissão que voltou a existir.

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A profissão de parteira - entenda por que ela voltou a existir
Foto: (reprodução/internet)

Uma profissão milenar que nunca deixou de existir

Antes de tudo, vamos começar com uma informação que pode ser que você não saiba ainda. A parteira é uma das profissões mais antigas do mundo – isso você sabia. O que não sabia é que ela nunca deixou de existir.

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Isso porque em diversos municípios e países, inclusive, os mais carentes, as parteiras resistem ao tempo e fazem todo o trabalho de parto de uma nova mãe ou de qualquer mãe que já tenha outros filhos. O trabalho, apesar de tudo, é cercado de mitos.

A curiosidade desse texto está em informar que a profissional voltou a ser importante, especialmente porque permite um parto domiciliar e muito seguro, diferente do que muita gente acha. A gente vai contar mais sobre tudo isso nos próximos tópicos.

O parto natural e a cesárea

A gente não vai conseguir prolongar muito o texto sem falar desses dois assuntos que ainda geram muita discussão – inclusive, entre profissionais da saúde.

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O parto natural é aquele que acontece sem cirurgia. É um processo natural de saída do bebê do ventre da mãe. Ele ainda é muito usado. Porém, acabou ficando de lado durante as últimas décadas porque o número de cesáreas cresceu muito.

O que acontece é que a cesariana é uma cirurgia para a retirada do bebê do ventre da mãe. Ela pode sim ser usada em casos onde a posição do bebê não está de acordo com o nascimento ou em situações de risco (seja para a mãe ou para o bebê).

Qual é a melhor opção?

Não há resposta para essa pergunta, está bem? Ao menos, não há uma resposta certa para todos. O fato é que os médicos têm investido muito, junto com toda a área da saúde, nos partos naturais, que preservam mais a relação entre mãe-filho.

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Por outro lado, as cesarianas continuam sendo ótimas opções para casos mais extremos e menos naturais. Sendo assim, o que se aconselha é que se tenha um parto natural caso não existam empecilhos para isso.

E considerando o parto natural, ele pode ser até mesmo domiciliar, já que não existe a necessidade de cortes, uso de instrumentos médicos ou o conhecimento especifico de um obstetra. Por outro lado, aconselha-se a presença de outros profissionais, como a parteira.

O parto domiciliar

Se antigamente o parto que acontecia em casa era comum – porque nenhuma gestante ia até o hospital para ter o bebê, saiba que atualmente ele voltou a apresentar pontos importantes e benéficos para as futuras mamães.

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É possível ter um parto domiciliar totalmente seguro, evitando riscos habituais e vivendo uma experiência única. Obviamente, para que isso aconteça dessa forma é preciso ter um planejamento especifico, considerando as possibilidades e assistências.

É nesse âmbito, de segurança e comodidade, que entram as parteiras profissionais, que são como aquelas de antigamente, porém, com formação acadêmica que trazem junto com a tradição uma modernidade que permite um processo agradável para mãe e recém-nascido.

As novas e mais modernas parteiras

O que pouca gente sabe é que a profissão voltou a ser importante e de modo ainda mais seguro. Hoje em dia, a profissão vem da maioria de profissionais formadas em Enfermagem Obstétrica ou Obstetrícia. O objetivo delas é auxiliar as gestantes durante toda gestão.

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Inclusive, em um trabalho que envolve o pré-parto e o pós-parto e não apenas o parto, como muita gente também acha, de forma equívoca. No Brasil mesmo há hospitais que contratam equipes de parteiras para fazerem esse trabalho de acompanhamento em casa e no hospital.

As consultas vão de um bate papo até mesmo um projeto familiar, que envolve outros filhos, maridos, avós. A ideia é esclarecer dúvidas, informar e auxiliar na criação de uma rotina que seja saudável para mãe e bebê.

Os partos de múltiplos

Agora, também devemos lembrar aqui que o que não é recomendável pelos médicos é que no caso do parto de múltiplos bebês, as mães optem pelo que é mais natural e em casa. Isso se explica pelo fato de que, quase sempre, os bebês nascem prematuros.

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Sendo assim, eles necessitam de um atendimento mais rápido e com instrumentação hospitalar. Ainda que se a gestação for controlada, o parto pode ser muito tranquilo e a ideia de médicos especializados por trás também auxilia na questão do conforto para as mamães.

Para entender isso na prática, saiba que quando nascem gêmeos ou mais bebês, os médicos fazem o acompanhamento deles através de aparelhos digitais, como os monitores fetais. Assim, é possível acompanhar o progresso de cada um deles minutos antes do nascimento.

A profissão de parteira é regulamentada?

Hoje em dia, essa é uma dúvida comum e até mesmo porque gera muita polêmica. O que se dá para falar com certeza é que a atuação das parteiras tem sido vista como uma ótima ideia para quem quer vai ter um bebê.

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Ao mesmo tempo, saiba que a profissão é regulamentada sim pelo Conselho Regional de Enfermagem, que permite que profissionais do parto prestem assistências nesse momento em todo o país, reduzindo, inclusive, o índice de cesáreas.

Onde estudar para ser uma obstretriz

O nome é esse mesmo que você leu. Obstetriz é o nome usado para falar da parteira moderna, que é aquela formada em enfermagem. Sobre o curso, considere que no nosso país há apenas um deles que está disponível e fica em São Paulo.

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Para as interessadas em cursos, a dica é pesquisar pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (USP).

O curso vai formar uma profissional capacitada para atuar nas transformações da gestação de modo assistencial. Elas podem atender as necessidades físicas, emocionais e socioculturais das mulheres. E se torna uma peça importante no quadro da equipe de saúde.

O bacharelado em obstetrícia

O curso da USP é oferecido desde 2005 e tem duração mínima de 8 semestres e máximo de 14 semestres. As vagas são oferecidas todos os anos, quando se formam novas turmas. Geralmente, são 60 vagas por ano e para o período integral.

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O curso forma profissional para atuar na área da saúde da mulher e no decorrer da gestão. O profissional poderá atuar dando assistências às grávidas, aos bebês, aos familiares e a toda a comunidade – o que é importante para a diminuição da mortalidade materna.

Quem se forma no curso pode atuar em casas de parto, maternidades, centros de parto, ambulatórios, unidades de saúde ou mesmo em domicílios.

Curiosidade: Marie Josephine Mathilde Durocher

A Marie Durocher é considerada a primeira parteira célebre do Rio de Janeiro. Ela foi a primeira mulher a ser recebida como membro titular da Academia Imperial de Medicina, em 1871. O nome não engana: ela é uma francesa e veio de Paris.

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Cursou a faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e chegou ao país aos 7 anos de idade. Começou a vida profissional como florista e trabalhou como costureira, conforme algumas fontes. Porém, foi no trabalho de parteira que ganhou fama.

Em 1849 ela publicou com um conteúdo explicando como escolher as amas-de-leite (mulheres que amamentavam crianças) e sobre os cuidados com o aleitamento materno. Prestou serviços durante as epidemias da Febre Amarela em 1850 e da Cólera em 1855.

A obstetriz não é doula

Curiosamente, para fechar o texto, saiba que quando se fala de parto humanizado e até mesmo caseiro, a gente também tem a figura da doula. Porém, ainda que seja uma assistente de parto, ela não tem formação acadêmica.

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Assim, o objetivo de uma doula é de acompanhar a gestante, mas sempre visando o bem-estar da grávida. Ela pode atuar com informações, acolhimento, apoio físico e emocional. É uma profissão que tem estimulado muito as experiências positivas das mamães nos partos naturais. 

O que é muito comum de acontecer é que doulas se tornem tão experientes com os partos que logo busquem a profissionalização e especialização, tornando-se enfermeiras parteiras. Ou melhor, obstetriz, como acabamos de mencionar acima.

O salário da parteira no Brasil

Sobre os salários, considere que uma parteira sem o curso de graduação, que pode fazer papel de doula também, recebe um salário que fica em torno de R$ 1,2 mil conforme pesquisas feitas por vários sites de emprego no nosso país.

Enquanto isso, a enfermeira parteira, que tem especialização em ginecologia ou obstetrícia, pode ter um salário 4 vezes maior, sendo que passa dos R$ 4 mil mensais. As informações sobre os salários foram colhidas na internet e com base em pessoas que atuam na área.

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