Odontopediatria – 7 características imprescindíveis além da especialização

O dentista especializado no público infantil, chamado de odontopediatria, tem um grande diferencial com relação aos outros profissionais da mesma área: ele tem o poder de fazer tratamentos bucais em crianças, que é um público bastante especifico.

Por isso, muito mais do que conhecer as técnicas, que vem da especialização, ele também deve saber lidar com o que é lúdico, serem pacientes e se lembrarem sempre de que cada criança é única – onde uma chora mais e a outra é mais tranquila. Isso é normal.

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Foto: (reprodução/internet)

Quando as crianças devem ir ao dentista

O mais correto é considerar que o acompanhamento da criança deve começar antes mesmo dela ter nascido. É isso mesmo: um acompanhamento pré-natal pode ser importante no plano odontológico da família porque os dentistas podem avaliar diversos aspectos do bebê.

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Por exemplo, se o profissional conhece a rotina dos pais, especialmente da mãe, ele vai poder ajudar logo após o nascimento, considerando a avaliação do frênulo lingual, que pode interferir na amamentação da criança.

Aliás, antes mesmo deles nascerem, as mães já se perguntam sobre os tipos de bicos artificiais, os cuidados com erupções, o que usar para diminuir o desconforto da erupção dos dentes e muito mais. Então, o atendimento odontológico pode começar bem cedo mesmo.

1 – O público alvo da odontopediatria

Uma das coisas mais importantes que você precisa saber é que apesar do nome, o dentista que atua na pediatria não vai atender apenas as crianças pequenas, de 1 ou 2 anos. Mais do que isso, o público é um pouco mais extenso, indo dos bebês até os adolescentes.

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Desse modo, considere que o profissional precisa estar capacitado para lidar com todos os pacientes desse público. Ah, tem uma curiosidade aqui, até mesmo algumas gestantes procuram esses dentistas para iniciar um atendimento na fase pré-natal.

E tem mais um detalhe que tem a ver com o público. Saiba que antes de se especializar em odontopediatria, o profissional é um dentista capacitado para atuar em diversos procedimentos, como restaurações, ortopedia, prevenção e até mesmo cirurgias.

2 – O conhecimento sobre os dentes primários

Agora saindo um pouco da questão do público, mas ainda falando deles indiretamente, considere que os pacientes possuem algumas características diferentes do público adulto. E como a variação de idade é grande, do bebê até 18 anos, então, é preciso atenção.

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Por exemplo, os dentes primários das crianças, chamados de dentes de leite, exigem dicas que muitas vezes são novidades para os pais – especialmente no caso de quem teve o primeiro filho. Por exemplo, escovar os dentes após o aleitamento materno é interessante?

A verdade é que não há motivos para esse tipo de higiene quando os bebês ainda são alimentados por leite materno. Por outro lado, crianças que mamam fórmulas, se tiverem muito acúmulo de leite coagulado na boca, podem receber uma higiene com gaze.

3 – As ferramentas para a higiene bucal dos pequenos

Outro tópico que muito vai importar a você é conhecer sobre as ferramentas ou os acessórios que podem e devem ser usados durante a higienização bucal do público infantil. Até mesmo porque essa é outra das dúvidas comuns na vida das mamães e dos papais.

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Leve em conta que as escovações são recomendadas pelas manhãs, após o almoço e antes de dormir. Tem ainda a questão da melhor ou das melhores pastas dentais, que devem ter concentração menor do que 1.000 ppm de flúor, por exemplo.

E sobre o fio dental, quais delas devem usar e como usar? Considere que existem aqueles que são focados nesses pacientes e você, como bom profissional que é, deve saber fazer a melhor indicação, considerando também o custo-benefício do produto.

4 – A prevenção dos problemas e doenças bucais

O quarto ponto que trouxemos tem a ver com um dos principais objetivos desse profissional. Ele tem um papel muito importante na hora de criar a chamada “conscientização” nas crianças porque isso pode refletir no futuro dela.

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Além de mostrar a importância da higiene ao longo da vida, a forma com que o profissional lida com o paciente também vai dizer se ele vai “gostar” ou “odiar” ir ao dentista. Por isso, a recomendação é que se crie um ambiente o mais agradável possível.

Quando as crianças se acostumam desde cedo com esse ambiente, ela se torna muito mais flexível na hora de irem ao consultório do dentista e fazer os tratamentos. Por outro lado, se não há uma conscientização infantil, mais cáries surgem e mais “medo” do dentista ela terá.

5 – O conhecimento sobre as fases das crianças

O tópico número 5 é um dos que mais exige atenção da sua parte. É uma característica imprescindível de qualquer profissional que lida com o público infantil. Você precisa saber lidar com as crianças. Só que mais que isso precisa aprender a respeitar o desenvolvimento delas.

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Sem contar que tem sempre que estar no seu papel, de dentista. Ainda que tenha no nome a pediatria, considere que com certeza, a criança tem uma pediatria que faz acompanhamento sobre outras áreas da saúde. O seu foco está na boca, nos dentes, na língua, nas gengivas.

Bom, sabendo disso, se preocupe em entender o crescimento da criança porque você pode receber perguntas como: chupar o dedo influência na arcada dentária da criança? Obviamente, isso causa uma má oclusão e pode desenvolver a mordida aberta anterior.

6 – A implementação de aparelhos ortodônticos

Uma informação que os pais costumam não ter é que mesmo na infância as crianças podem usar aparelhos nos dentes – e sim, mesmo que ainda possuam alguns dentes de leite.

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O motivo disso é que os aparelhos podem ser usados para tratamentos ortopédicos, a partir dos 6 anos, onde a ideia é trabalhar com as bases esqueléticas, formadas pelas maxilas e pela mandíbula – e não apenas auxiliar na posição dos dentes.

Você precisa saber disso para informar os pais e para saber quando se deve investir nesse tipo de aparelho. Logo, apesar de se usar aparelhos, esse processo não é da ortodontia propriamente dita, já que o foco é prevenir esse tratamento da dentição posteriormente.

7 – Os traumas nas bocas das crianças

Por fim, outra característica para todo profissional dentista que lida com crianças é entender que nem sempre vai dar para prevenir doenças na boca. Na parte da higienização, essa aposta educativa pode fazer todo sentido.

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Porém, como se sabe, as crianças brincam e correm muito, além de aprenderem a andar ao mesmo tempo que os primeiros dentes nascem. Então, alguns traumas podem acontecer. Isto é, algum tombo que resulta em dentes quebrados. Parece exagero, só que acontece.

Nesses casos, algumas medidas mais bruscas devem ser tomadas. A se começar pelo fato de que nem sempre dá para explicar tudo o que está acontecendo para a criança porque ela pode se desesperar com o sangue, por exemplo. Logo, é preciso ter comportamento mais rápido.

Como saber se a odontopediatria é para você

Já chegando ao fim do texto, agora que você tem várias dicas importantes sobre o que é preciso saber para entrar nesse mercado e nessa carreira, considere que também há formas de saber se essa é uma boa ideia para você ou se talvez seja melhor pensar em outra coisa.

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A primeira coisa é saber se você tem afinidade com a área e especialmente com crianças. Outra coisa é considerar que o mercado de trabalho nem sempre é justo, considerando que nem todo odontopediatria vai conseguir ficar rico ou com muitos pacientes.

E tem ainda a questão do seu estudo. Se formar e se especializar em instituições mais práticas, com estágios e treinamentos, pode ser uma forma de deixar você mais seguro e confiante para o mercado de trabalho que vai vir pela frente.

Como se especializar em odontopediatria

Aqui a conversa é ainda mais prática. O caminho é conhecido. Primeiro é preciso ser dentista formado em um curso de graduação de odontologia e com o diploma de bacharel. Depois, é preciso ter o registro no Conselho Regional de Odontologia (CRO).

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Por fim, considere que o estudante que passar por temas como os ligados às áreas de ciências biológicas e saúde vai se identificar como cirurgião-dentista. Assim, o próximo passo será o de buscar o curso de pós-graduação em odontopediatria.

Um exemplo dessa pós é o curso da Uniararas, que tem carga horária de 750 horas, sendo 2 anos de curso. Ele é oferecido com aulas presenciais, workshops e atendimento clínico odontopediátrico. Na USP também tem a pós em algumas unidades, como Ribeirão Preto.

O salário do dentista de crianças

O odontopediatra tem uma média salarial no Brasil que é de R$ 4,1 mil. Isso porque conforme alguns sites de vagas de emprego, ele começa a carreira ganhando R$ 3,5 mil e pode chegar a receber mais de R$ 5,5 mil ao longo da vida profissional.

Se a gente comparar com outras especializações, o salário fica na média. Sendo assim, um cirurgião dentista da saúde da família contratado pelo governo pode ganhar R$ 6 mil e um periodontista recebe R$ 4,5 mil no mês. Entre outros exemplos.

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