Como evitar o esgotamento da mãe que trabalha fora de casa

O termo tem sido cada vez mais discutido entre os especialistas da área da saúde. Aliás, os termos. O primeiro que foi usado é o esgotamento materno. O outro que tem sido mais comum em outros países é o “mommy burnout”.

Ambos se referem às mamães e tem uma ligação direta com o trabalho fora de casa. Se você está passando por essa situação, entre a vida materna e o trabalho, talvez seja a melhor hora para você entender um pouco mais do que pode estar acontecendo. Vamos lá?

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Como evitar o esgotamento da mãe que trabalha fora de casa
Foto: (reprodução/internet)

A gente separou o conteúdo de um jeito que fosse simples e objetivo, assim:

  • O que é o esgotamento materno;
  • O mommy burnout;
  • O que os especialistas dizem sobre o mommy burnout;
  • O esgotamento materno não é só sobre trabalho;
  • Os sintomas do esgotamento materno;
  • O reconhecimento do esgotamento materno;
  • O tratamento do esgotamento materno;
  • Dica final: aceite ajuda!

O que é o esgotamento materno

A gente vai começar falando sobre o que é esse esgotamento materno. Afinal, ele é uma realidade de milhares de mamães e pode ser a sua também. É comum que tenha ligação com as mães da nova geração, que lutam todos os dias para manter a saúde física e mental.

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Foto: (reprodução/internet)

Isso começa desde os primeiros meses de vida dos filhos. Afinal, é só a mãe tentar dormir um pouco que o filho acorda no meio da noite chorando e não consegue mais pegar no sono. Ou é quando o outro filho exige um cuidado a mais. E para quem tem mais filhos, a situação se multiplica cada vez mais.

O que vai identificar várias mulheres é justamente aquele momento em que tudo parece pesado demais, sabe? Afinal, o ano tem “só” 365 e um dia apenas 24 horas, o que parece não ser suficiente para colocar tudo em ordem. Isso inclui tarefas da casa, os filhos e o trabalho por mais que se tenha dedicação. 

O mommy burnout

Agora para contextualizar o assunto, considere que o esgotamento materno é algo muito comum nos dias atuais. E ele é significado também com o mommy burnout. Nesse caso, no entanto, o assunto se volta ainda mais para a questão profissionais, do mercado de trabalho.

Isso porque a vida de uma mãe não é apenas cuidar do filho. Ela também tem os afazeres domésticos e as atividades fora do lar. Se a gente pensar do lado social, ainda vem o papel de esposa, de filha, de amiga, de vizinha e muito mais. Só que nem sempre dá para ser uma heroína, né?

Quando essa mãe não recebe apoio ou se vê tendo que cumprir vários papéis sociais, o que acontece é que ela desencadeia o estado de tensão emocional, o estresse crônico, a depressão e assim por diante. Ela fica sobrecarregada de responsabilidades, o que envolve desgastes físico e psicológico.

O esgotamento materno não é só sobre trabalho

O fato curioso aqui é que hoje em dia o termo “burnout” acabou sendo ligado ao mercado de trabalho porque existem a síndrome de burnout, que é quando a pessoa fica pressionada demais e acaba por desenvolver doenças devido ao excesso de trabalho, como a depressão.

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Foto: (reprodução/internet)

Mas, quando a gente fala do esgotamento materno ou da mommy burnout, considere que por mais que na maioria das vezes há ligação também com o papel social profissional, ligado ao mercado de trabalho, essa não precisa ser uma regra. E a gente vai explicar isso bem melhor.

Algumas mamães optam por não trabalhar mais fora de casa, executando as tarefas do lar e os cuidados com os pequenos. Mas mesmo sem esse vínculo trabalhista/profissional, ela também pode ter o esgotamento materno porque, ainda assim, terá diversos outros papéis na sociedade. 

O que os especialistas dizem sobre o mommy burnout

Uma das autoras mais conhecidas sobre esse assunto é a Sheryl Ziegler, que escreveu o livro Mommy Burnout e foi uma pioneira na disseminação do termo. Ela diz que esse tipo de conceito tem a ver com sentimentos autodestrutivos que as mulheres carregavam.

Por exemplo, a carga de culpa por não conseguir fazer mais pelos filhos. Assim, elas se estressam e ficam totalmente sobrecarregadas por várias responsabilidades que possuem e que parecem que nunca vão acabar. Para ela, as mamães atuais vivem além do limite de esgotamento. 

Por isso, é que acabam desenvolvendo, como consequência, o estresse, as responsabilidades, a sensação de fracasso, o isolamento e outros problemas psicológicos, mentais e físicos. É a falta do cuidado com si próprio que pode comprometer todos os outros relacionamentos. 

Como evitar o esgotamento materno: sintomas

Assim, depois dessa introdução completa, a gente pode falar mais da prevenção, dos sintomas e até mesmo do tratamento do esgotamento materno. Mas atenção porque nem sempre é fácil conseguir chegar nessas conclusões. Isso porque nem sempre dá para notar a o desgaste por mais visível que seja. 

Como evitar o esgotamento da mãe que trabalha fora de casa
Foto: (reprodução/internet)

O que se pode fazer é começar por avaliar os sintomas. Assim, dá para entender a intensidade e a constância com que fatores psicossomáticos acontecem. Vamos considerar os mais comuns: dores de cabeça frequentes, fadiga crônica, dores nas articulações, insônia e alteração intestinal. 

Depois, vem os sintomas que são mais emocionais, como depressão, frustação, irritabilidade e ansiedade. Ainda que menos comuns, também podem existir sintomas como de desamparo e desespero, além de outros que variam muito entre os casos mais conhecidos atualmente. 

Como evitar o esgotamento materno: reconhecimento

Após analisar alguns sintomas e ver que você pode estar passando pelo esgotamento materno, o que não se deve fazer é ficar ainda mais pressionada. Na verdade, isso não é considerada uma doença e para muitos especialistas até faz parte do período pós-gestacional, que vem logo após os primeiros dias do nascimento do bebê. 

O que importa nesse momento é o reconhecimento de que é preciso andar mais devagar, entende? A dica é sobre ser realista com as expectativas que se criou durante a gestação e respeitar o próprio tempo de opções e possibilidades que a vida há de gerar.

Além de tudo isso, o fator humano tem que entrar em jogo. Afinal, por mais bonito que seja na imagem da Mulher-Maravilha, não há heroínas da ficção no mundo real. Todas nós estamos passíveis de erros e de acertos. O autoconhecimento vem com o tempo e a experiência. Buscar ajuda psicológica também é uma ótima ideia. 

Como evitar o esgotamento materno: tratamento

Se a gente pode pensar em formas de tratar a síndrome de mommy burnout, ela começa pela ajuda clínica e de especialistas da saúde. Porém, essa não é a única forma de fazer um ótimo tratamento e gerando resultados. Por isso, a partir desse tópico vamos falar mais das opções que existem. 

Como evitar o esgotamento da mãe que trabalha fora de casa
Foto: (reprodução/internet)

Quer ver um exemplo que tem sido pesquisado e até mesmo aprovado por quem passou pela situação? Os relacionamentos fora do grupo de maternidade. Isso é algo que pode parecer estranho, mas é real. Isso porque a vida da mãe é falar da maternidade. E fugir disso pode ser bom. 

Quer outra dica? Ter um tempo só para você. Esse ponto já parece bem mais comum e até mesmo conhecido, mas faz todo sentido. Sabe aqueles 30 minutos do dia que você não tem para tomar banho, ler um livro ou a sua caminhada? Você precisa ter. Ioga e pilates também são ótimas ideias. 

Como evitar o esgotamento materno: o trabalho

E deixamos mais para o fim do artigo o assunto sobre o mercado de trabalho justamente porque é um dos que mais causam dúvidas nas mamães. Afinal, largar o trabalho para cuidar da casa é uma boa ideia? Trabalhar ainda mais para fugir dessas tarefas? O que fazer? A resposta pode surpreender você.

Na verdade, não há uma resposta certa e única para tudo isso. O que precisa acontecer é ter uma espécie de equilíbrio com você mesma. É por isso que falamos sobre aqueles 30 minutos do dia para se cuidar. Ou do banho em paz. E até mesmo da leitura de um livro ou uma caminhada.

Essa é uma hora que você precisa pensar um pouco mais em você do que em dar conta de tudo, entende? É a hora de você saber que você não precisa ser a Mulher-Maravilha porque por mais que pareça humana, ela não é real. É hora de escolher. 

Dica final: aceite ajuda

Antes de terminar o artigo, a gente ainda quer falar de uma coisa que pode fazer muita diferença nessa hora: aceitar a ajuda. E agora não estamos falando sobre a ajuda de um profissional da saúde e sim outras ajudas que são possíveis, como de familiares, amigos, parentes ou da escola. 

Por exemplo, você pode receber a ajuda do marido ou das avós. Assim como contratar uma babá ou enfermeira se tiver essa condição financeira. Também dá para pensar em deixar o bebê com a madrinha 1 hora por dia para ir para a academia. Ou seja, aceite ajuda para conseguir dividir o seu tempo

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