Esse texto não é para quem quer abrir um aplicativo de delivery como é o caso do iFood ou do Uber Eats. Mas, é para quem já tem um negócio próprio e quer ter o próprio sistema de delivery, com entregadores próprios e vantagens para os consumidores.

Ou seja, imagine você tenha criado, em casa, um lugar que faz pizzas pré-assadas. Agora, o próximo passo é conseguir pensar em alternativas para levar esses produtos para os seus clientes, certo? Afinal, nem todos poderão ir até a sua casa buscar. Então, veja essas etapas.

Foto: (reprodução/internet)

Os 8 passos do Sebrae

Antes de começarmos, a gente precisa deixar claro aqui uma coisa. A cartilha com os 8 passos para montar um delivery foi feita pelo Sebrae em parceria com a Abrasel, que é a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes.

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Assim, ela recebeu o patrocínio da Linx e também teve o apoio da campanha “Compre do Pequeno”, que é do próprio Sebrae. Já a divulgação ficou por conta da Galunion.

E o mais legal é que antes de citar os passos, a cartilha ainda explica algumas coisas sobre esse momento de pandemia que estamos vivendo. No final do texto, a gente vai deixar disponível o link da cartilha para quem quiser ver online. Aliás, é uma cartilha gratuita.

1 – O diferencial para o seu público

Esse primeiro passo que eles criaram tem a ver com o seu diferencial. Ou seja, porque o seu cliente escolheria pedir pelo seu delivery e não por um delivery de terceiros, como do iFood? “É uma forma diferente de consumo e precisamos entender a jornada do consumidor”.

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Sendo assim, a cartilha cita alguns tópicos que precisam ser estudados antes de o lançamento dessa ferramenta de entrega acontecer. Por exemplo, como o seu cliente vai chegar até o seu delivery, como vai fazer a compra dele, como ele vai receber o produto, etc.

Uma curiosidade muito interessante que o Sebrae fala é que o momento de pandemia vai passar em algum momento. Portanto, o serviço de delivery deve ser considerado como algo que vai fidelizar os clientes para esse pós-pandemia também e não apenas para o hoje.

2 – Os produtos bons para delivery

O próximo passo é pensar na sua lista de produtos, e se você quiser apresentar todos no delivery, tudo bem. Então, pense ne melhor oferta, por exemplo. Porque mesmo que queira, você não precisa ter todo o seu mix de produtos expostos no cardápio virtual.

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Sendo assim, o que se recomenda é que você tenha algo visto como “enxuto” e “com lucro”. Logo, além disso, também é ideal que se tenha uma página muito bem dividida entre categorias, como entradas, pratos quentes, sobremesas, bebidas, etc.

Por fim, a cartilha ainda diz que é preciso “identificar o que vende bem e o que deixa você com uma margem maior de lucro”. Assim, isso tem a ver com aquilo que o seu cliente procura, o que é o que tem que ser ofertado no seu delivery nesse momento de pandemia.

3 – Os processos de higiene

Mais uma etapa que é vista como importante tem a ver com todos os processos de higiene. Isso porque com base na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o vírus é sensível as temperaturas usadas no cozimento. No entanto, ele é transmitido entre pessoas.

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Assim como pelas superfícies dos lugares. Portanto, reforçar os procedimentos de higiene é fundamental para garantir eficácia ao seu cliente e à sua equipe de trabalho também. O uso de sabão, detergente, desinfetantes e álcoois é uma boa escolha. Assim como lavar as mãos.

E como estamos falando sobre delivery, outro ponto extremamente importante tem a ver com cursos e treinamentos para que entregadores evitem o máximo o contato com o cliente. O pagamento online ou com o cartão por aproximação por exemplo são boas ideias.

4 – O uso das embalagens nas entregas

Quando se fala em entregas, seja de alimentos ou de qualquer produto, pensar nas embalagens é algo que faz todo sentido, você não acha? Isso porque na prática estamos falando sobre manter temperaturas, qualidade e acomodação dos produtos.

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Ou seja, o prato quente deve chegar quente. O que é gelado deve chegar até o cliente nessa temperatura. E fora que há vários itens que são bastante frágeis e exige muito cuidado. Por isso, ter esse olhar é interessante, sem deixar de pensar na sustentabilidade também.

Nesse momento atual em que estamos vivendo, o Sebrae sugere pensar em potes individuais, que podem aumentar a percepção de higiene e de organização da loja. Assim, há de se pensar ainda na possibilidade de envio de talheres, copos e até mesmo mimos.

5 – Os testes para as entregas

Agora vem uma recomendação das empresas que criaram o conteúdo: fazer testes de entrega é primordial para saber se a ideia de lançar um delivery próprio vai fazer sentido. Portanto, considere esse tipo de teste no começo, focando em ver os resultados.

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Como fazer esse tipo de teste? O Sebrae, através da cartilha, indica duas formas. A primeira é sobre fazer pedidos de outras lojas para estudar as embalagens, a qualidade da entrega, como o produto chega até o local. Ou seja, faça pedidos você mesmo na sua empresa. Ok?

A outra ideia é sobre avaliar o tempo de entrega e o custo da entrega, que são fatores que podem gerar muitas reclamações por parte dos clientes. Logo, é um ponto que exige muita atenção de todos os envolvidos nessa iniciativa.

6 – A divulgação dos serviços

Um próximo passo é sobre divulgar esse novo serviço. Porque não adianta nada você fazer o lançamento dele, que pode ser um diferencial, se ninguém ficar sabendo. Então, dá para pensar em como grandes aplicativos fizeram e fazem isso. E dá para comparar eles também. 

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Leve em conta que essa dificuldade deve mostrar para o cliente porque ele optaria pelo seu serviço e não pelos concorrentes mais famosos, como iFood, Uber Eats, Rappi, Delivery Much, Delivery do Bem, Neemo, Chipp, etc. 

As facilidades de uso, a viabilidade de cadastro, o alcance das entregas podem ser algumas das suas vantagens. Isso tudo sem falar, ainda, do que é imprescindível, como divulgação em redes sociais e outras mídias digitais. Por fim, crie combos, dê descontos e faça promoções. 

7 – A experiência do cliente

O Sebrae, já encerrando a cartilha, diz que ninguém pode se esquecer que o foco sempre deve ser o de melhorar a experiência do cliente. Afinal, se não for para ser assim, então, não se deve criar o serviço de delivery, por exemplo. 

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Logo, para isso, ele fala muito na questão da hospitalidade. Ou seja, pensar em mandar recadinhos escritos à mão nas embalagens, enviar guardanapos e talheres, pensar com carinho nas embalagens, mandar uma balinha ou um mimo. 

“São pequenos itens que geram um efeito de UAU”. Além disso, há ainda a dica de valorizar o trabalhador que está fazendo a entrega porque ele é quem te representa naquele momento. Um presentinho no fim do expediente pode fazer um diferencial e tanto para ele. 

8 – A busca pelo melhor resultado

Para fechar a lista das etapas e dos passos, a cartilha ainda traz o tema do “foco no resultado”. Mas, o que seria isso? Nada mais e nada menos do que fazer as contas para saber se o resultado está sendo o que é esperado ou não. 

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É preciso colocar o lápis no papel e fazer as contas, mesmo. Pense no aluguel, no custo da embalagem, na porcentagem retida nas entregas, na taxa mínima de entrega, na equipe a mais que você precisará ter. “A venda vinda do delivery tem que cobrir os investimentos”. 

E assim, o Sebrae termina fazendo aquele alerta que já fizemos aqui e nunca é demais reforçar: “não sacrifique a qualidade. Tudo passa e o que você fizer nesse momento vai refletir no futuro”. 

Onde encontrar a cartilha do Sebrae

Para os interessados, como já mencionamos acima, quem está por trás da divulgação da Galunion, que é uma consultoria para foodservice. Assim, o link para acessar o material está disponível na internet e é fácil encontrar no Google. Ou clique aqui para ler agora mesmo.

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Curiosamente, saiba que o Sebrae também lançou outras cartilhas e conteúdos com o foco na pandemia e você pode acessar todos gratuitamente na plataforma deles. Há conteúdo com os títulos de “cenários e tendências” e “boletins de impacto”, por exemplo. 

O bônus da cartilha

E também vale dizer que vale a pena a leitura porque a cartilha ainda traz algumas dicas bônus, como algumas dúvidas que são comuns na vida do gestor que está estudando a possibilidade de investir no delivery. Por exemplo, pedir comida por delivery é seguro?

Ou “o vírus é transmitido pela comida”? E ainda comenta sobre os procedimentos de higiene adequados conforme a Anvisa, a Nota Informativa sobre o uso de luvas descartáveis e o uso de álcool em gel ou líquido 70% nesse tipo de serviço que está a todo vapor.