Administrador: Ep. 1 surge a ciência da Administração.

Se tem um profissional que toda organização precisa é ele: o administrador. Não é atoa que direto vemos vaga para administrador, auxiliar Administrativo e assistente administrativo. Sem contar que administração é um curso que pode atuar no RH, financeiro, enfim, quase todas os setores da organização.

E você sabe qual é a função do administrador na empresa? A resposta é PODC: Planejar, Organizar, Dirigir e Controlar. O objetivo dele é aumentar o lucro dos acionistas, tornando a organização mais eficiente e eficaz (mais pra frente eu explico a diferença entre eficiência e eficácia).

Ok, você já deve ter visto vaga de emprego para administração conhece alguém formado em administração. Mas, você conhece a história da administração? Sabia que é uma ciência relativamente bem nova? 

Administrador
Foto: (reprodução/internet)

Já ouviu falar de administração científica? O nome Taylor te é familiar? E Fayol? Conhece esses nomes de algum lugar?

Surge o “primeiro” administrador – Frederick Winslow Taylor

Imagina a cena, você é dono de uma fábrica, no início da revolução industrial e quer aumentar a produtividade para superar seus concorrentes. Qual a primeira coisa a ser feita? Aumenta a carga horária dos funcionários. 

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Se você já viu o filme do Charles Chaplin, Tempos Modernos, entende o raciocínio. Para que o funcionário vai parar para almoçar? Coloca uma máquina que dá a comida na boca dele. Mas, sabe o que aconteceu? A produtividade caiu.

E assim, Frederick Winslow Taylor, ou simplesmente, Taylor, começou a estudar os tempos e movimentos dos funcionários para ver como aumentar a produtividade.

Sabe o que ele percebeu? Que se a pessoa parar 1h para almoçar, no resto do dia ele irá produzir mais. Esse é apenas um exemplo de algo que a Administração Científica trouxe para as empresas.

Administrador
Foto: (reprodução/internet)

O estudo de tempos e movimentos consistia em estudar o tempo que o funcionário levava realizando uma tarefa de um jeito.

Por exemplo, ele analisava um funcionário que trabalhava levando o estoque para o andar de cima. Taylor via se o funcionário gastava menos tempo indo pela direita, ou pela esquerda, parando ou não depois de levar cada caixa. E assim padronizava tudo. Ah, é com isso que surge a ideia de treinamento também.

Os princípios da administração científica eram:

  • Planejamento: deixando de lado os métodos empíricos, iniciam-se os procedimentos científicos. O trabalho deveria ser planejado e testado, os movimentos decompostos para reduzir e racionalizar a execução;
  • Preparo dos trabalhadores: seleção dos operários, levando em conta suas aptidões, depois prepará-los e treiná-los para melhorarem a produção;
  • Controle: controle do desenvolvimento do trabalho para ter certeza de que os processos estão sendo realizados de acordo com o planejado;
  • Execução: distribuição das atribuições e responsabilidades.

Fayol, o homem da gerência

Contemporâneo de Taylor, Fayol foi o responsável pelo estudo da gestão das organizações. Então existia Taylor responsável pelo “chão de fábrica” e Fayol, estudando a gerência e a forma de atuar em sua organização. É, só que a aceitação de Fayol veio apenas alguns anos depois das obras de Taylor.

Administrador
Foto: (reprodução/internet)

Fayol levantou 14 princípios que podem ser estudados de forma complementar aos de Taylor, os 14 princípios são:

  • Divisão do trabalho: base da meritocracia, especializando cada funcionário, desde a alta gestão ao chão de fábrica. Favorecendo sempre a produção e o aumento da produtividade;
  • Autoridade e responsabilidade: responsabilidade é a contrapartida de autoridade. Beleza, e o que é autoridade? Autoridade é o direito dos superiores darem ordens que, em tese, serão obedecidas;
  • Unidade de comando: sabe aquele ditado de ter “muito cacique para pouco índio”? No sentido de ter muito chefe para poucos funcionários? Pois é, nada disso. Cada funcionário obedece um único chefe, assim evita contradição nas ordens;
  • Unidade de direção: um plano para grupos de atividades com objetivos iguais, assim, é possível que haja um controle único;
  • Disciplina: não é novidade de que é preciso que tenha disciplina né? Isso é, estabelecer regras de conduta e de trabalho que valem para todos os funcionários;
  • Prevalência dos interesses gerais: o plano geral da organização precisa ser mais importante que o interesse individual;
  • Remuneração: o suficiente para que todos saiam felizes, tanto funcionários como organização;
  • Centralização: tanto a autoridade como as atividades essenciais da organização devem ser centralizadas;
  • Hierarquia: organograma respeitado, isso é, respeitar bastante a hierarquia.
  • Ordem: tudo precisa ter seu lugar, “cada macaco no seu galho”;
  • Equidade: o que deve sempre prevalecer na organização é a justiça, assim haverá lealdade e devoção;
  • Estabilidade dos funcionários: fuja da rotatividade! Alta rotatividade acaba com o desempenho da organização e com o moral dos funcionários;
  • Iniciativa: ser capaz de realizar um planejamento e, mais importante ainda, cumprir esse planejamento. Adianta nada um projeto lindo no papel, se ele não se tornar realidade;
  • Espírito de equipe: Romeu e Julieta é a maior prova da importância da comunicação. O gestor deve investir na comunicação dentro da organização e os funcionários precisam defender os mesmos propósitos do grupo.

Estas foram duas principais teorias, de Taylor e Fayol, que moldaram a administração empresarial durante o finalzinho do século XIX e início do século XX. Um focado em como os funcionários deveriam trabalhar, e o outro em como a gestão deveria atuar.

Mas, será que são os mesmos princípios que regem a administração até hoje? Amanhã sai um artigo com a evolução da ciência e, um pouco da realidade atual. Não esquece, já ativa logo o lembrete aí no celular.

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