Você é bom no tiro esportivo? Veja 7 profissões para atiradores

Tem muita gente que gosta de atirar, seja na fazenda, com o estilingue ou até mesmo em clubes de tiro, que tem alvos centralizados. O fato é que há algumas profissões que são indicadas para quem gosta e tem aptidão com a prática. 

Nós vamos falar sobre elas agora mesmo. Leve em conta que, como na maioria das vezes são consideradas profissões de risco, elas tendem a ter melhores salários. Um sniper do exército, por exemplo, tem uma média salarial que pode passar dos R$ 8 mil para primeiro tenente.

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Foto: (reprodução/internet)

O porte de arma para defesa pessoal no Brasil

Antes de qualquer coisa, se você está no Brasil, saiba que há ainda uma grande confusão sobre quem pode e quem não pode usar a arma de fogo para defesa pessoal. Isso porque, após algumas informações do atual presidente do país, houve a liberação dessa atividade.

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Desse modo, é possível obter o porte de arma de fogo para defesa pessoal. Sendo assim, o documento tem validade de 5 anos e autoriza qualquer cidadão a portar, transportar e usar uma arma de fogo para legítima defesa. O custo é de R$ 100 para o registro. Já um revólver mais simples (38 de cinco tiros) custa R$ 3 mil na média.

Há algumas regras, como demonstrar necessidade do porte, atender exigências da aquisição de armas de fogo, apresentar documentação da propriedade, etc. Tudo isso está divulgado no site do Governo Federal e tem informações na Polícia Federal também.

As profissões para atiradores

Sendo assim, a ideia não é falar sobre esse uso para defesa pessoal, mas sim profissões que permitem e até indicam o uso de armas para o trabalho. Por exemplo, os franco-atiradores, os policiais, os caçadores, entre outros.

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Continue lendo e descubra 7 profissões que podem ser indicadas para quem gosta dessa prática, que exige precisão, concentração e sangue frio.

7 – Atirador Especial (Franco-Atirador)

Algumas pessoas falam em atirador especial e outras optam por franco-atirador. A ideia é a mesma: alguém com o título de soldado, que atua na infantaria ou na força de segurança especializada, e está capacitado para dar tiros de precisão. Incrível, não?

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É aquele profissional que muito aparece em filmes, sendo que persegue e elimina inimigos em combates ou missões. Geralmente, um único tiro é suficiente, sendo que pode vir de fuzis, espingardas ou até mesmo carabinas.

Há ainda quem o chame de atirador furtivo, caçadores, atiradores de elite ou até mesmo snipers. Mas, calma, a gente vai falar mais um pouco sobre outro profissional, que também se chama atirador de elite ou sniper, no próximo tópico.

6 – Atiradores Militares

Aqui, o nome se confunde um pouco. Isso porque eles podem ser atiradores de elite ou snipers também. No entanto, a ideia é um pouco diferente da que citamos acima. Nesse caso, temos um oficial do exército que foca em tiros a distância, mas durante batalhas. 

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Sendo assim, na história, eles foram recrutados entre colonos e também possuem o faro de “caçadores”. São hábeis com rifles e para a caça de animais pequenos, como pássaros. Logo, são muito precisos e rápidos.

Eles são comuns nas forças americanas e ficaram famosos em guerras, como do Líbano. Em países que possuem exércitos menores, os atiradores militares são também os atiradores de elite, por isso, há alguma confusão entre os termos.

5 – Fuzileiro

O termo fuzileiro é mais antigo, porém, ainda pode ser comum devido a aparência dele em filmes e séries. Trata-se de um soldado armado com espingarda de pederneira. Ao menos, isso era o que acontecia no século 17. 

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Naquela época, os fuzileiros eram soldados não especializados, que faziam parte da infantaria. Ou seja, tinham formação cerrada, com descargas até a carga final da baioneta. Já granadeiros, caçadores e atiradores eram soldados especializados em tiros, nas companhias flancos. 

O termo fuzileiro despareceu um pouco mais tarde, ao menos na formação tática. No entanto, ele se manteve para algumas forças armadas, considere que agora tem outro significado: indica os soldados de infantaria, especialmente, da infantaria naval. 

4 – Agente de Segurança (Polícia, Agentes Penitenciários e de Transporte de Valor, etc)

Para quem não sabe, praticamente todo policial pode atirar. Isso porque eles entram na ideia de “forças de segurança”. Assim, é comum que atuem em situações táticas com reféns ou ainda na defesa pessoal. Por isso, eles são treinados para usar as armas de fogo.

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No entanto, só devem fazer isso como último recurso ou quando há uma ameaça direta à vida das pessoas. Eles são mais focados em distâncias mais curtas do que os atiradores que citamos acima. Isso equivale a 100 metros ou menos.

Curiosamente, em alguns países e com as novas leis do Brasil, outros agentes de segurança também podem usar essas armas de fogo, como os que trabalham em penitenciárias, empresas de transporte de valor ou mesmo na vigilância particular.

3 – Instrutor de Tiro (Armeiro)

Para quem gosta de tiros, armas de fogo e toda essa concentração que a prática exige, mas não gosta do confronto direto, uma boa ideia pode ser a de se formalizar como instrutor de tiro. A ideia é que o profissional dê aulas de tiros para quem quer aprender a prática.

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Recentemente, no Brasil, a profissão passou a ser regularizada e há requisitos como ter ao menos 25 anos, certificado de habilitação em cursos, aptidão psicológica, atestados e comprovantes de idoneidade, entre outros. 

Ele tem que ser credenciado pela Polícia Federal e ter registro no Exército para atuar em Escolas de Formação de Vigilantes, Guardas de Munícipios, Órgãos Públicos ou Privados. Algumas empresas de armas, fabricantes, como a Taurus, tem investido na formação deles. 

2 – Caçadores (Colecionadores)

Para quem não sabe, ser um caçador profissional pode ser uma profissão, sim. Atualmente, ele recebe o nome de caçador de mercado, caçador comercial ou ainda stalker e gamekeeper. Aliás, tem até quem se autodenomine como colecionador.

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Foto: (reprodução/internet)

Mas, saiba que eles podem trabalhar em setores privados ou para agências do governo. O que fazem é manejar espécies que podem ser superabundantes em determinadas regiões. Agora, não é uma profissão aceita aqueles que caçam animais em extinção, por exemplo.

Exceto, se for para estudos e não para a morte do animal. Curiosamente, nem todo país aceita o caçador como profissional. No entanto, Austrália, Alemanha, África Austral, Reino Unido e Estados Unidos sim.

1 – Atletas de Tiro

No Brasil, surgiu em 2017 um projeto de lei para regulamentar a profissão e permitir que o atleta atue também como árbitro. O fato é que geralmente se fala em tiro esportivo, que é uma das modalidades aceitas nos Jogos Olímpicos. 

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Foto: (reprodução/internet)

O tiro esportivo é um esporte que requer precisão e velocidade e muito treinamento com tiros. Logo, o foco não é acertar ou ferir ou matar pessoas e nem animais, somente alvos. Há uma Federação Internacional de Tiro Esportivo e foi criada nos Estados Unidos em 1871.

Atualmente, existem 3 tipos de provas de tiro esportivo, sendo de pistola, de carabina e a de tiro ao prato. Há ainda dois tipos de campos, sendo normal e skeet. Atualmente, a Federação que regulamenta o esporte fica na Alemanha.

Curiosidade: Granadeiros

A gente citou o termo “granadeiro” acima, portanto, vamos explicar ele para que você não fique com dúvida, ainda que seja bem incomum de ser usado. Era o termo usado para falar do soldado especializado em lançar granadas.

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Assim, era comum no século 17, quando se tinha as granadas de mão. Eles atuavam em operações de assalto. Com o tempo, o lançamento com as mãos já não era tão eficiente, ainda que os granadeiros continuaram existindo como soldados de elite.

Eles faziam parte da infantaria. Já durante o século 19, alguns países investiram em soldados granadeiros a cavalo, de cavalaria pesada. Já a partir da primeira guerra mundial, a função ressurgiu, mas com a tecnologia do lança-granadas.

Curiosidade 2: Pistoleiros

Pistoleiro é um termo pejorativo que é usado para falar de pessoas que praticam assaltos com o porte de pistolas ou outras armas de fogo. É algo muito próximo de “bandido”. Antigamente, era usado para falar dos atiradores do Velho Oeste.

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Se você não sabe o que é isso, considere que Velho Oeste, Oeste Selvagem ou Faroeste é um termo que indica um período de episódios históricos no século 19 durante a expansão territorial dos Estados Unidos para o Oceano Pacífico.

Os clubes de tiro 

Para quem tem interesse, mas ainda tem dúvida sobre seguir na profissão, um bom começo pode ser o de se inscrever em um clube de tiro, por exemplo. No Brasil, é comum que eles tenham valor que ficam na média de R$ 650 ao ano e garantem a associação com mensalidades de R$ 70, por exemplo. 

Logo, o titular e alguns dependentes podem usufruir do espaço. Lembrando que é preciso ter exigências do Exército Brasileiro. Esses clubes ainda costumam oferecer cursos para quem quer aprender a atirar, a partir de R$ 500 em estandes. De todo modo, é preciso comprovar aptidão psicológica e capacidade técnica para manusear a arma.