Medicina e a tecnologia: de 10.000 a.C à 2019, o que aconteceu?

Já parou pra pensar no quando a tecnologia tem influenciado a medicina? Se você quiser saber seu batimento cardíaco, pode ver isso em um simples relógio. Isso sem falar de próteses avançadas, que estão cada vez mais semelhantes ao órgão original.

A cada dia temos acesso a mais e mais ferramentas que nos auxiliam na prevenção e tratamento de doenças. Novas formas de realizar cirurgias, de forma ainda mais precisa. A indústria da medicina já possui, inclusive, robôs que realizam cirurgias.

Lembra da abertura da Copa do Mundo no Brasil, que um paraplégico deu um chute simbólico na bola? Tudo bem que aquela abertura foi mal planejada, mas, um brasileiro, o neurocirurgião Miguel Nicolelis, desenvolveu um exoesqueleto que possibilito isso.

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Fonte: (reprodução/internet)

Mas, o que esperar na próxima década? O que está para mudar nos próximos 10 anos? Bem, só espero não ver nenhum robô dizendo “eu vou voltar”.

Breve histórico da Medicina

Já ouviu falar de curandeiro? Ou, quem sabe em algum filme, tenha visto um pajé responsável por tratar de quem estava doente na tribo. Sabia que alguns rituais são datados de, mais ou menos, 10.000 anos atrás? Pois é, nessa época já eram feitas operações para tirar das pessoas algo que estava fazendo mal pra ela.

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Trepanação, esse era o nome de um procedimento. Eles provocavam pequenos buracos nos crânios dos indivíduos para a saída de “espíritos malignos” que estavam causando a doença. Meio bizarro de se pensar né?

Foi só na Grécia antiga que os primeiros relatos da medicina como ciência surgiram. Experimentos de Hipócrates, isso tem mais de 2.500 anos. Agora já não eram mais os maus espíritos, mas sim, um desequilíbrio dos líquidos no organismo. Viu, não é de agora a preocupação com retenção de líquidos.

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Fonte: (reprodução/internet)

A Grécia caiu, Roma se levantou e se tornou o destino de médicos de todas as partes do mundo, que buscavam aprimorar sua arte e desenvolver seus estudos. Ah, espera, antes de Roma chegar, teve um grego de muita importância na história.

O primeiro a realizar dissecações em animais, e que construiu um modelo anatômico que foi usado desde então, foi o grego Galeno. Graças a ele que os estudos por comparação do organismo humano em animais começou.

Os egípcios também foram destaque por muitos anos, com uma ligação bem estreita com a religião, afinal, os médicos atendiam aos Faraós, considerados divindades para os egípcios, na verdade, eles tinham os faraós como a encarnação dos deuses.

E foi assim que eles desenvolveram várias técnicas, não só para tratar doenças, como muitas outras, não é atoa que eles conseguiam mumificar os faraós de uma forma que os corpos mumificados permanecessem preservados até os dias atuais.

Já na idade média o maior problema era exatamente o contrário do que ocorreu no Egito. A maior luta do avanço da medicina era contra as imposições da religião, que tinha o corpo como sagrado, logo, não permitia que dissecações fossem feitas nem o estudo próprio das partes internas do organismo.

Essa proibição mudou apenas durante o século XV, quando começaram a ocorrer as primeiras dissecações, primeiramente com criminosos condenados à morte. Tinha médico que até roubava corpo para realizar experimentos. Dizem que um médico, Versalius, um médico belga, roubou um esqueleto esquecido em uma forca.

Bem, depois dessa liberação a ciência medicinal só foi evoluindo, começou a utilizar o conhecimento de outras áreas, enquanto antes realizavam a dissecação para estudar os órgãos internos, em 1953 o DNA foi descoberto e então, não eram mais os órgãos, mas a estrutura celular que se tornou o foco dos estudos.

Medicina hoje

Você sabia que já tem impressora 3D imprimindo próteses e pedaços de pele que sofreram algum dano e não possuem mais cura? E que ossos e cartilagem também já está sendo impresso com impressoras 3D, você sabia?

Além de prótese, osso e cartilagem, já existem projetos para impressoras 3D que possibilitara o transplante de rins e, até mesmo, reparação de um coração, assim como os vasos sanguíneos e tecido cardíaco. Até uma impressora 3D capaz de imprimir células tronco já está sendo formulada.

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Fonte: (reprodução/internet)

Conversar com aquela pessoa que está longe é bem fácil hoje, até chamada de vídeo você consegue fazer pelo whatsapp. Mas, mais do que conversar, atualmente o médico consegue dar o diagnóstico a distância.

Com o avanço da telemedicina, um médico consegue encaminhar todos os exames do paciente, para outro médico em qualquer lugar do mundo para que haja o diagnóstico. Ta bom, agora você deve estar pensando qual a ajuda nisso. Já pensou ser diagnosticado pelo melhor especialista da área que você precisa de atendimento?

Sem contar que, atualmente, com o número do seu cartão SUS, você consegue ver seus exames no conforto de sua casa, pela internet, basta entrar no site do Ministério da Saúde, e se você não sabe muito bem como funciona, pode ver um pouco mais aqui.

Ah, e para finalizar, que tal falar um pouco da realidade virtual? Um mundo totalmente digitalizado, onde é possível estar “dentro de um ambiente”. Imagina um estudante de medicina ser capaz de realizar uma cirurgia extremamente delicada e complexa, sem colocar a vida de ninguém em perigo? É isso que a realidade virtual possibilita.

Ah, e mais do que ajudar no ensino, pode ser de grande ajuda para tratamento em pacientes psiquiátricos, ou tratando a dor. Ainda poderia falar do avanço de “robôs psicólogos”, sistemas que utilizam a inteligência artificial para detectar estado de espírito, ânimo, emoções e ainda ajudar no tratamento.

E você? O que você espera da próxima década?

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